O difícil é quando os castelos começam a desmoronar. E de fato, aceitar isso não é uma coisa tão fácil quanto aparenta. É doloroso ver que tudo que você cuidava da melhor forma possível, pra evitar qualquer tipo de queda, desmoronou. Eu sempre cuidei dos meus castelos como se fossem a coisa mais valiosa do mundo, que dinheiro nenhum poderia comprar. E realmente, eles são as melhores coisas do mundo e nada pode compra-los. Meus sentimentos são as minhas melhores coisas. Porque são a parte mais sincera de mim. Confesso que as minhas palavras as vezes não são as mais sinceras, os meus atos também não. Pessoas mentem, e eu também não sou tão diferente. Mentiras bobas, nada muito grande, mas não deixam de ser mentiras. Os sentimentos sim, são coisas valiosas. E as vezes eles desmoronam. Iguais os castelos. Por isso mesmo que eu costumo os chamar assim, de Meus Castelos.
Desde pequena me falavam sobre Sentir, e etc. Como criança birrenta, sempre discordei de muitas coisas. Sobre tudo, de sentimentos. Eu nunca achei que iria sentir saudade de verdade de alguém. Não aquela saudade boba, mas uma saudade que dói, que você conta as horas pra poder ver aquela pessoa ou aquilo que te fez ficar daquele jeito, a partir do momento que você fica a dez metros longe. Também nunca acreditei que um dia eu poderia amar alguém. Não amor de familia, e sim por aquele outro alguém que você pretende viver "pra sempre" ao lado. Na verdade, eu mesma não tinha uma noção concreta do que sentido das palavras "amar alguém de verdade" até algum tempo atrás. E pelo fato, de hoje eu acreditar em saudade, em um amor real, não aquele platônico pelo garoto que todas querem do colégio, do homem mais bonito do seriado que passava na televisão, nem o vocalista daquela banda famosa. Por esse fato, de hoje acreditar, que eu construí castelos. E existem pessoas das quais ainda duvidam disso. E esses, os que não acreditam desmoronam sem pudor a estrutura dos que acreditam. Tenho que deixar claro também, que não são só os que não acreditam que fazem esse papel de demolir estruturas, mas os acontecimentos do acaso, tem um papel fundamental nesse quesito de malvado-que-destroem-histórias-felizes. E as vezes, muitas pessoas - como eu mesma -, não tem paciência pra reconstruir tudo de novo. Existem até mesmo os que tentando proteger, destroem seus próprio castelos. Existem aqueles que desistem, mas pra esses, ficam no máximo duas linhas. E existem aqueles que não tem paciência pra reconstruir, ou "colar os mil pequenos pedacinhos que o coração foi quebrado". Então, deixamos tudo de cabeça pro ar. Até o dia em que encontramos força o suficiente pra encarar que as bases das tais estruturas, não eram fortes o suficiente, e que tentar de novo, é uma boa tentativa de construir bases mais fortes. E quando aprendemos isso, é que começamos a encontrar o nosso Equilíbrio, do qual eu sempre questionei o significado, e sempre tive medo de não encontrar. Encontrei. Agora só preciso aprender a manter ele aqui pelo resto da minha vida.. Porque até lá - risos - terei mais mil histórias pra contar aqui.
"Vá viver um grande amor, mas olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você."
créditos: Mariana.
Texto meu aqui, rs. Coloque os devidos créditos, ok? (http://nafaltadoquefalar.blogspot.com/) Obrigada.
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